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LLMOps: métricas, logs e avaliação para colocar IA em produção com previsibilidade

Guia de LLMOps: práticas e métricas para operar aplicações com IA generativa em produção. Versionamento de prompt/modelo/dados, observabilidade, evals, SLOs e checklist.
01 de março de 2026

IA em produção sem métrica é roleta.
LLMOps é o que transforma “demo bonita” em “produto confiável”.

LLMOps (Large Language Model Operations) é o conjunto de práticas e processos para operar aplicações baseadas em LLMs com qualidade, segurança e previsibilidade. Em vez de tratar IA como “um endpoint mágico”, você trata como um sistema: com versionamento, monitoramento, avaliação e melhoria contínua.

Capa do artigo sobre LLMOps

O que você vai ver aqui

  • O que muda quando seu produto tem LLM (vs. software tradicional)
  • Quais métricas realmente ajudam (qualidade, custo, latência, segurança)
  • Como organizar logs e rastreabilidade sem vazar dados
  • Como usar evals para evoluir com segurança
  • Checklist final de LLMOps

O que muda em apps com IA generativa

Além de código, você passa a ter “componentes mutáveis” como:

  • prompt (instruções e templates)
  • modelo (troca de versão/provedor)
  • dados (RAG, embeddings, base de conhecimento)
  • ferramentas (tool calling)
  • políticas (segurança, privacidade, compliance)

Isso cria um efeito comum: algo muda e o comportamento muda junto — nem sempre para melhor.

Diagrama: ciclo de LLMOps


Métricas essenciais (as que dão alavanca)

1) Latência e estabilidade

  • tempo total de resposta (p50/p95/p99)
  • tempo por etapa (retrieval, rerank, tool, geração)
  • taxa de erro (timeouts, falha de tool, falha de retrieval)
  • taxa de fallback (quando você precisa trocar modelo/estratégia)

2) Custo (por request, por usuário e por feature)

  • tokens de entrada/saída
  • custo estimado por request
  • custo por usuário/dia e por feature (para budget e produto)
  • outliers (requests que explodem custo)

Se você quer um guia dedicado: Como reduzir custo de IA generativa.

3) Qualidade e confiabilidade

Qualidade é o mais difícil — mas dá para operacionalizar.

Métricas úteis:

  • taxa de “não sei / não encontrei”
  • taxa de resposta com fonte (em RAG)
  • taxa de retrabalho/insatisfação (thumbs down, re-pergunta)
  • “first answer resolution”: resolveu na primeira?

Para RAG, monitore também:

  • recall/precision do retrieval (trechos corretos estão vindo?)
  • cobertura do conteúdo (quais tópicos não têm fonte?)

4) Segurança e comportamento

  • taxa de bloqueio por política (jailbreak, prompt injection)
  • tentativas suspeitas por usuário/IP
  • ações críticas via tools (com auditoria)
  • vazamento potencial (detecção de PII na saída)

Leituras relacionadas:


Logs e rastreabilidade (sem capturar “tudo”)

Você quer rastrear para depurar e evoluir, mas precisa evitar vazamento.

Boas práticas:

  • logar IDs de documentos/chunks (não texto completo)
  • redigir/mascarar PII antes de salvar prompts
  • salvar “traços” (trace) por request:

    • prompt_version
    • model_version
    • ragconfigversion
    • tools_enabled
    • custo e latência por etapa

Isso permite responder a pergunta que sempre aparece em incidentes: “o que mudou entre ontem e hoje?”

Evals: o que são e por que são parte do produto

Evals (avaliações) testam saídas do modelo com critérios que você define: qualidade, estilo, aderência a políticas, etc. A OpenAI e outras plataformas tratam evals como uma peça central para confiabilidade e upgrades de modelo.

Como começar (mínimo viável):

  1. crie um dataset com 30–100 casos reais
  2. defina critérios objetivos (ex.: “citou fonte”, “não inventou”, “respondeu em até 8 linhas”)
  3. rode evals em mudanças de prompt/modelo/dados
  4. só publique se não houver regressão relevante

Um guia completo (com prática) está aqui: Testes de regressão para prompts e RAG.


SLOs para IA (sim, dá para ter)

SLO não é só uptime. Em IA, exemplos úteis:

  • “p95 < 4s”
  • “custo médio por request < X”
  • “% de respostas com fonte em RAG > Y”
  • “% de respostas avaliadas como ‘ok’ em amostra semanal > Z”

SLO é o que dá conversa de negócio com base em dados, não em opinião.


Checklist final de LLMOps

  • Versionamento: prompt, modelo, base RAG, configs de retrieval/rerank
  • Tracing por request (latência por etapa + custo)
  • Logs seguros (IDs, redaction, retenção)
  • Dashboards: latência, custo, erros, qualidade, segurança
  • Alertas para outliers de custo e quedas de qualidade
  • Evals offline + amostragem semanal com revisão humana
  • Processo de rollout (canário/feature flag) e rollback rápido
  • Testes adversariais (prompt injection, dados sensíveis, tool misuse)

Referências

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