Razões que previnem a adoção de Inteligência Artificial nos mobile apps

Quanto mais a Inteligência Artificial (IA) se torna um recurso tecnológico plausível da atualidade, mais cresce o debate sobre os resultados de sua adoção em um aplicativo mobile a partir dos conceitos de eficiência e produtividade.

A verdade é que, se por um lado, usar IA permite a automatização de uma série de processos interessantes ao desenvolvimento de apps, por outro existe um consenso de que modelos de negócios orientados por dados podem ter dificuldades de usufruir da tecnologia.

O problema é que, quando se trata de uma solução tão robusta, comprar as promessas sem certeza de bons resultados é perigoso, pois inteligência artificial não é o mais barato dos recursos – e seu sistema de suporte em larga escala pode ser considerado inexistente na atualidade.

Contudo, vale a pena encarar alguns desafios que a IA propõe quando a empresa pode arcar com esse custo sem prejudicar o desenvolvimento dos seus apps ou seu patrimônio, principalmente quando existem altas expectativas comerciais em cima do produto final. Além disso, é inegável que a inteligência artificial é, hoje, uma das melhores formas de personalizar um aplicativo e torná-lo cada vez mais adequado ao consumidor final.

Razões pelas quais IA ainda não é utilizada pelas empresas em mobile apps

Dizer não à IA dentro de um aplicativo móvel não é apenas uma questão de responder ou não ao chamado da inovação tecnológica: por trás da resistência das empresas em adotar esse recurso dentro de seus produtos existem inúmeros fatores a se levar em consideração.

Elencamos os três principais para que você consiga mapear melhor a situação da sua empresa no espectro de utilização de IA em mobile apps.

1. Modelo de negócios

Quanto mais o modelo de negócios da empresa for indeterminado ou impreciso, mais difícil será para a empresa apostar em inteligência artificial dentro das suas estratégias.

É preciso entender claramente qual é a proposição de valor da adoção de IA para o escopo da empresa antes de optar ou excluir essa possibilidade dos próximos aplicativos móveis. A resposta para essa pergunta estará, invariavelmente, dentro do modelo de negócios e dos objetivos de médio e longo prazo da empresa.

2. Falta de entendimento básico sobre IA

É verdade que a área da inteligência artificial ainda é um pouco nebulosa, já que na história da tecnologia ela é um aparato recente. E, por ser tão imprecisa – o conceito de IA é amplo e geralmente tomado por uma série de exemplos diferentes entre si –, muitas empresas ainda não conseguem entender o alcance de suas aplicações.

Às vezes a empresa está resistente em usar IA em seu produto final por não se sentir segura o suficiente para adotar esse recurso tecnológico mas não se dá conta de que pode o estar utilizando para muitas outras partes do seu processo de desenvolvimento.

Ou seja: mesmo quem diz que não pode ou deve usar IA em seus produtos pode estar fazendo exatamente isso sem nem perceber. O perigo dessa falta de conhecimento é deixar de passar ao consumidor final o valor agregado de um app que tem inteligência artificial embutida.

3. IA é 8 ou 80

A partir do momento em que uma empresa se dá conta de que precisa utilizar inteligência artificial em seus mobile apps, ou entende que já vem fazendo isso há algum tempo, não há como fugir da realidade de que o recurso não promove atalhos, mas trata de uma expansão que deve ser visto como estratégica.

Um exemplo: a Apple foi uma das empresas early adopters da inteligência artificial, e só fez crescer sua demanda por esse recurso a partir do primeiro smartphone lançado. Prova disso é que seu recém-apresentado iPhone X tem inúmeras funcionalidades que dependem, exclusivamente, de inteligência artificial e machine learning.

Ninguém que prova desse mundo tem outra saída a não ser investir cada vez mais em infraestrutura de IA, principalmente porque os concorrentes vem na sequência dos mobile apps criados a partir disso com soluções bem similares.

Além do mais, a inovação trazida pela inteligência artificial não é levada em consideração apenas pela redução de custos de desenvolvimento de um aplicativo, mas também porque – e principalmente – trazem consigo a promessa de crescimento empresarial.

Implantar IA nos processos de desenvolvimento de mobile apps não é fácil ou barato, mas vale a pena para a empresa que quer ser considerada o suprassumo da inovação tecnológica. Mas vale lembrar: adotar esse recurso vai exigir mudança de cultura organizacional, treinamento e comprometimento das equipes envolvidas.

A inteligência artificial ainda não substitui o trabalho humano, mas depende da simpatia das pessoas envolvidas para que a empresa tire do recurso o seu maior potencial.

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