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Runner dedicado no CI/CD: quando vale a pena e como planejar em time pequeno

Entenda quando um runner dedicado vale a pena, como planejar tags/labels, segurança e capacidade, e como usar runners compartilhados como fallback sem travar o time.
23 de fevereiro de 2026

Runner dedicado é uma das decisões com maior impacto na performance do CI/CD em times pequenos.

A razão é simples: o custo do tempo perdido (fila, builds inconsistentes) costuma ser maior do que o custo de uma máquina bem configurada.

Este post faz parte da série:

Mapa da série CI/CD

1) Sinais de que você precisa de runner dedicado

Se você marcar “sim” para 2 ou mais itens, vale avaliar seriamente:

  • Fila frequente: jobs aguardam runner com frequência.
  • Execução instável: o mesmo job varia muito de tempo.
  • Builds pesados: docker build, mobile, ou monorepo grande.
  • macOS é necessário: custo alto por minuto de runner macOS.
  • Você depende de máquina de dev (Wi‑Fi, uso local, desligamento).

2) O que runner dedicado resolve (e o que não resolve)

Resolve:

  • reduz fila (mais capacidade disponível)
  • aumenta previsibilidade (hardware e rede estáveis)
  • facilita cache local (especialmente Docker layers)

Não resolve sozinho:

  • Dockerfile ruim
  • cache keys mal desenhadas
  • dependências instáveis
  • excesso de jobs serializados

3) Planejamento mínimo (para não virar “runner lixeira 2.0”)

Defina classes de job e tags/labels:

  • lint-test (leve)
  • build-heavy (pesado)
  • docker (build de imagem)
  • macos (Apple)
  • linux-x64 / linux-arm64 (arquitetura)

A regra é: tags/labels precisam representar decisões operacionais.

Leitura complementar:

4) Estratégia recomendada para time pequeno

Um arranjo típico e eficiente:

  • Runner compartilhado (fallback): jobs leves, filas aceitáveis.
  • Runner dedicado (principal): builds pesados e jobs que impactam entrega.
  • Runner macOS (dedicado): apenas quando necessário (iOS/macOS).

5) Segurança: o ponto que ninguém quer discutir (mas precisa)

Runner self-hosted executa código do seu repositório.

Em termos práticos:

  • você está rodando scripts no seu ambiente
  • se o runner é compartilhado entre projetos, aumenta superfície de risco

Práticas de mitigação:

  • restringir runner a grupos/projetos necessários
  • separar runners por sensibilidade
  • preferir executor isolado (container) quando possível
  • manter sistema atualizado e com monitoramento básico

Checklist final

  • Existe evidência de fila (queue time alto).
  • Tags/labels foram desenhadas antes de ligar o runner.
  • Runner dedicado não aceita “qualquer job”.
  • Existe plano de fallback (runner compartilhado).
  • Segurança foi considerada (escopo e isolamento).

Referências

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