8 Cuidados ao contratar um desenvolvedor freelancer

O cenário é mais comum do que se imagina: o empreendedor  identificou uma oportunidade e teve o insight necessário para iniciar a sua startup mas, ao longo do processo, percebe que também será necessário desenvolver as ferramentas que darão suporte ao empreendimento.

Independentemente do segmento de atuação, o momento de investir no desenvolvimento de uma ferramenta (como apps e/ou sistemas web) é um milestone muito importante para qualquer startup.

É o momento, inclusive, de tomar os devidos cuidados para garantir que a grande ideia se transforme em realidade.

A partir de agora vamos mostrar alguns aspectos que devem ser levados em consideração ao contratar o desenvolvimento de qualquer aplicação ou sistema.

1. Analisar detalhadamente currículo e portfólio

Salvo quando estiver tratando com um desenvolvedor iniciante (nesse caso, a startup deve estar ciente dos riscos inerentes), é essencial solicitar e avaliar detidamente a história profissional do candidato.

Ao verificar o currículo, é importante estar atento à experiência profissional mais do que à formação. Isso porque embora os cursos e certificações sejam importantes em muitos casos, são os trabalhos já realizados que fornecerão um indicativo mais confiável de qualidade.

Com relação ao portfólio, além de conferir a qualidade, verifique quando foram realizados os trabalhos mais recentes. Na área tecnológica, onde a inovação é uma constante, é recomendável que o profissional esteja em plena atividade e apresente atividades concluídas há pouco tempo.

2. Validar as informações prestadas

Vencida a etapa de currículo e portfólio, é hora de confirmar a veracidade das informações correspondentes. Aqui, a dica é pesquisar as referências fornecidas pelo candidato, desde perfis em redes sociais até a participação efetiva em comunidades de desenvolvedores.

Atualmente, em especial quando se trata de tecnologia, o natural é que todas as informações sobre a atuação profissional estejam disponíveis na internet. Desconfie se tiver dificuldades para confirmar os dados ou encontrar poucas referências sobre o candidato.

Outra dica é entrar em contato com as empresas apresentadas no currículo para confirmar a atuação do profissional e, mais que isso, obter informações pessoais dos gestores sobre a atuação, incluindo avaliações sobre comportamento, cumprimento de prazos e qualidade do trabalho.

3. Criar um briefing detalhado

Uma vez que confirmou as qualidades do candidato, a startup pode avançar para a elaboração do briefing.

Nesse momento, deve fornecer uma descrição detalhada do que deseja, incluindo funcionalidades, prazos, tecnologia e qualidade esperada para as entregas.

Essa etapa é essencial para ambas as partes. Por um lado, permite ao desenvolvedor ter uma noção plena do trabalho que será necessário – e apresentar uma proposta de acordo.

Para a empresa contratante, é tempo de verificar como será a comunicação com o futuro colaborador. Nesse sentido, preste atenção nas reações e questionamentos realizados, assim como nas sugestões apresentadas.

A aceitação simples do briefing, sem qualquer interação, pode indicar que suas necessidades não foram totalmente compreendidas.

4. Entender e questionar o preço

Tendo recebido – e entendido – as necessidades da empresa, o candidato vai apresentar uma proposta para realização do serviço.

Não é preciso destacar aqui a importância do detalhamento desse documento, uma vez que fica claro que, quanto mais rica em detalhes, maior será a probabilidade de aderência ao que se pretende.

Analise cuidadosamente cada item da proposta, buscando verificar se contém tudo o que foi solicitado. Adicionalmente, procure entender os valores cobrados, bem como os prazos estabelecidos.

Suspeite de propostas “genéricas”, que contém valores e prazos únicos para o projeto completo. Peça que seja detalhado o escopo, com o prazo associado a cada uma das atividades que serão realizadas. Por fim, questione esses itens até estar plenamente satisfeito e convencido de tudo que foi apresentado.

5. Exigir documentação do trabalho

A situação mais comum é que o contrato seja a termo certo, isto é, após concluir o serviço o desenvolvedor não colabore mais com a startup.

Em um cenário menos “amigável”, pode ser que o trabalho sequer seja concluído, não importando o motivo.

Em qualquer dos casos, é essencial que a empresa tenha consigo a documentação detalhada de tudo que foi desenvolvido. Isso inclui desde os levantamentos e análise efetuadas até, obviamente, as bases de dados e o código fonte da aplicação ou sistema.

Com isso em mãos, a tarefa de substituir o desenvolvedor ou mesmo contratar outro profissional para novas funcionalidades será bastante facilitada, o que naturalmente terá impacto em custos e prazos envolvidos.

6. Registrar toda a comunicação por escrito

Esse cuidado não deve ser confundido com o anterior.

Aqui, estamos falando do registro de todos os contatos realizados entre o contratante e o profissional escolhido. Propostas, solicitação – e aceitação – de ajustes, negociação de prazos, tudo deve ser devidamente organizado e armazenado para consultas futuras.

Mais uma vez, é um procedimento que proporciona segurança para os dois lados. Infelizmente, não é raro que o contratado procure se eximir de determinadas ações, ou ainda solicite acréscimo no valor do trabalho, alegando que determinada tarefa não havia sido acordada.

Mais do que apenas comprovar tudo que foi tratado, o registro de comunicações permite elucidar pontos que porventura tenham gerado dúvidas ou ruídos entre as partes.

7. Garantir o sigilo das informações

É natural que, para realizar o seu trabalho, o profissional obtenha acesso a dados confidenciais da empresa, além de login em contas institucionais. Por sua vez, o empreendedor não deseja que suas ideias, informações e procedimentos internos sejam compartilhados com terceiros.

Assim, é recomendável que o contrato contenha explicitamente uma cláusula que garanta à empresa o estrito sigilo de tudo que o contratado teve acesso durante o período em que existiu a relação comercial.

É comum que o próprio candidato, preocupado com sua reputação bem como a de seu cliente, sugira e tenha como padrão um acordo de confidencialidade.

Isso, por si só, denota seriedade e comprometimento com os resultados e com o negócio.

8. Não “economize” nos testes

Via de regra, o desenvolvimento do software é realizado em um ambiente próprio, com configurações “ideais” e dados fictícios. Por mais que se procure deixar esse ambiente o mais próximo possível da realidade, ele ainda será um espaço de desenvolvimento.

Nesse sentido, além de realizar vários testes das funcionalidades no ambiente onde foi criado, é recomendável também fazê-lo – sempre que possível – no ambiente de produção, garantindo que tudo estará funcional, antes de dar por encerrado o contrato.

Adicionalmente, a dica óbvia é que os testes sejam realizados por pessoas que não tenha participado ativamente da criação do produto, garantindo assim a maior fidelidade ao “mundo real” onde a aplicação será efetivamente utilizada.

Contratar freelancer ou empresa especializada?

Os cuidados apresentados até aqui valem para qualquer tipo de contratação. Alguns, por sua natureza, devem receber especial atenção caso se opte por contratar um desenvolvedor freelancer enquanto outros são mais indicados quando se escolhe uma empresa especializada em desenvolvimento.

Nesse ponto, é normal que o empreendedor fique em dúvida: devo contratar um profissional independente ou uma empresa dedicada a essa tarefa?

A experiência mostra, com sobras, que a segunda opção é mais indicada. Vamos conferir alguns motivos que permitem essa conclusão:

1. Know-how de mercado

É normal que uma empresa, por atender os mais diversos perfis de clientes, tenha conhecimento mais amplo sobre as soluções e o que o mercado espera dos produtos e serviços que estão sendo oferecidos.

Esse know-how ajuda muito, essencialmente na etapa de definição do escopo e das funcionalidades que o software deverá apresentar. Mais que isso, estar atuando em diversas frentes cria a possibilidade real de sugestões para ajustes mesmo durante a fase de desenvolvimento, baseado na experiência e nas tendências verificadas.

O desenvolvedor freelancer, por sua vez, tem sua experiência limitada  e costuma atuar apenas em determinado segmento, o que pode reduzir a visão sobre o negócio e dificultar o entendimento das necessidades.

2. Solução completa

Quando contrata o desenvolvimento de uma aplicação, website ou sistema de qualquer natureza, o gestor deseja – e imagina – estar adquirindo a solução completa. Assim é que, não raro, seleciona um desenvolvedor com currículo invejável e milhares de linhas de código escritas, com a certeza de que terá consigo o melhor profissional do mercado, que atenderá a todas as suas expectativas.

O que acontece, na prática, é que o desenvolvimento não se limita somente a escrever linhas em uma linguagem de programação qualquer.

Para a concepção de um software de qualidade, é precisão a intervenção de profissionais com valências diversas.

Nesse sentido, um desenvolvedor freelancer precisará atuar também como analista de requisitos, designer, gestor de projetos, programador e analista de testes, dentre outras atividades.

É natural que algumas (ou várias) dessas atividades sejam prejudicadas, não por descaso do profissional, mas porque não ele não consegue ser especialista em todas as funções.

Uma empresa, por sua vez, possui em seus quadros profissionais especializados para cada uma das tarefas necessárias ao desenvolvimento. Não se trata mais de ter apenas um colaborador, com todas as implicações decorrentes dessa escolha.

Nesse modelo, além de reduzir o tempo de produção, cada etapa será atendida por um profissional especializado, o que aumenta consideravelmente as chances de sucesso do produto final.

3. Profissionalização e comprometimento

Aqui, uma situação real e, infelizmente, cada vez mais comum: as empresas (no desejo de reduzir custos) contratam desenvolvedores sem a devida atenção e vêem frustradas suas expectativas.

Os motivos para que isso aconteça são muitos, mas o mais comum é que o “profissional” abandone o projeto sem concluí-lo.

Seja por incapacidade técnica, por ter recebido outra proposta mais atraente ou simplesmente porque resolveu desistir, os casos de gestores que perdem tempo e dinheiro com esse tipo de contratação são inúmeros.

Existem atividades – como design e produção de conteúdo – que, por sua natureza, comportam a contratação de freelancers. No entanto, se levarmos em consideração que o desenvolvimento de software é uma tarefa mais complexa e exige comprometimento e dedicação por mais tempo, novamente a opção pela empresa é a mais indicada.

Finalmente, contratar o desenvolvimento do software que permita colocar em aplicar a ideia que deu ensejo ao surgimento da startup não é uma tarefa corriqueira. São diversos cuidados e preocupações que o empreendedor precisa observar para obter o melhor resultado.

Uma última (e valiosa) dica é, mesmo quando se está cogitando a contratação de um desenvolvedor freelancer, entrar em contato com fábricas de apps/softwares para solicitar orçamentos.. Isso porque, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, nem sempre o valor cobrado pelo freelancer será inferior ao de empresas especializadas.

Ainda não tem certeza se vai contratar um desenvolver freelancer ou uma empresa especializada? Entre em contato com um consultor da X-Apps e, a partir de suas informações, iremos apontar o melhor caminho para a sua startup.

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