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Tecnologia28 de agosto de 20268 min de leitura

Motion (ex-Framer Motion): o que mudou, o que é grátis e o que custa

O Framer Motion virou Motion e ficou independente da Framer em 2024. O que isso mudou no pacote npm, o que continua MIT e gratuito, quanto custa o Motion+ e como decidir.

Índice do artigo
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O Framer Motion não foi descontinuado nem comprado: ele se separou da Framer em novembro de 2024 e virou Motion. O núcleo continua MIT e gratuito, e o que passou a custar é o catálogo de coisas prontas em cima dele.

Existe uma confusão cara circulando em decisão de projeto: a ideia de que o Framer Motion agora é pago, ou de que usar a biblioteca amarra o time à plataforma Framer. As duas coisas são falsas, e acreditar nelas leva a trocar de biblioteca sem necessidade ou a orçar licença que não existe.

Este artigo separa o que mudou de nome, o que mudou de dono, o que continua gratuito e o que virou produto pago. No fim, o critério prático de quando escolher Motion e quando escolher outra coisa.

Resumo do artigo

  • O Framer Motion virou Motion em 12 de novembro de 2024, quando o projeto se separou da Framer, que passou a ser patrocinadora e não proprietária.
  • O núcleo segue sob licença MIT e gratuito para uso comercial; a versão estável em agosto de 2026 é a 13.1.1.
  • O pacote antigo continua publicado e ainda é o mais baixado: 44,6 milhões de downloads semanais contra 19,3 milhões do nome novo.
  • O Motion+ é um produto pago à parte, com pagamento único de 299 libras na licença pessoal, e é onde moram recursos como o divisor de texto.

O Motion é o Framer Motion depois da separação

Motion é uma biblioteca de animação para React, JavaScript e Vue, e é a mesma biblioteca que o mercado conhecia como Framer Motion. A mudança foi anunciada por Matt Perry, seu criador, em 12 de novembro de 2024, no texto que apresentou o projeto independente e o novo endereço, motion.dev.

A separação foi consensual e financiada. Perry trabalhou seis anos na Framer desenvolvendo a biblioteca e saiu para tocá-la sozinho, com a empresa entrando como primeira patrocinadora. O ponto que interessa a quem decide stack é que a governança mudou: quem define o roteiro do projeto hoje é o mantenedor, não a agenda de produto de uma plataforma de design.

Separar o Motion é uma jogada ousada da Framer, e fico muito feliz que eles estejam a bordo como o primeiro patrocinador do Motion.

Matt Perry, criador do Motion, em 12 de novembro de 2024

Na época da saída, o Framer Motion acumulava mais de 4,5 milhões de downloads semanais no npm, segundo o próprio anúncio. Esse número é o ponto de partida para entender o que aconteceu com a adoção depois.

O nome antigo ainda é o mais baixado, quase dois anos depois

O pacote mudou de nome, mas o antigo não foi aposentado. Em 20 de agosto de 2026, framer-motion e motion foram publicados no mesmo dia, na mesma versão 13.1.1, o que confirma que o nome legado é mantido em sincronia deliberada e não é código órfão.

O tamanho dessa cauda é a informação prática. Quase dois anos depois da renomeação, o nome antigo recebe mais do que o dobro de downloads do nome novo.

44,6 miDownloads de framer-motion
19,3 miDownloads de motion
13.1.1Versão dos dois pacotes
33.395Estrelas no GitHub

Fonte: registro npm, downloads da semana de 18 a 24/08/2026, e API do GitHub para o repositório motiondivision/motion.

Para quem mantém código, isso significa duas coisas. Migrar de framer-motion para motion é opcional no curto prazo, porque as versões andam juntas. E procurar solução de problema pelo nome antigo continua funcionando, porque a maior parte do material publicado ainda usa esse vocabulário.

A migração em si é rasa: desinstalar framer-motion, instalar motion e trocar os imports de "framer-motion" para "motion/react". A documentação oficial de atualização registra que a versão 12 não trouxe mudanças que quebram o uso em React, e que a 13.0 removeu a dependência opcional @emotion/is-prop-valid, o que afeta apenas quem usa Styled Components ou Emotion.

O núcleo é MIT e gratuito; o Motion+ é outro produto

A biblioteca está sob licença MIT no repositório motiondivision/motion, e o site declara que ela é completamente gratuita para usar. Isso cobre uso comercial, produto fechado, redistribuição e modificação, sem assinatura e sem cláusula adicional.

O que existe em paralelo é o Motion+, um produto pago que não é uma versão premium da biblioteca, e sim um catálogo em cima dela. Nada do que está no núcleo passou a ser cobrado na transição.

O Motion+ vende tempo, não recurso de motor

O Motion+ é descrito na página oficial como um pagamento único por mais de 430 exemplos, componentes premium, fluxos de IA e o editor visual de transições. A licença pessoal custa 299 libras, e a página é explícita sobre o que acesso vitalício significa: você paga uma vez e recebe todas as atualizações futuras. A licença business é uma assinatura anual por assento, sem preço publicado.

O que está do lado pago são componentes que muita equipe reescreveria à mão: splitText, Ticker, Cursor, Carousel, Typewriter, ScrambleText e AnimateNumber, além de 30 seções prontas de interface e um kit de ferramentas de IA.

Motion

Para qualquer projeto Grátislicença MIT
  • Motor de animação completo para React, JavaScript e Vue
  • Gestos, layout, AnimatePresence e física de mola
  • Uso comercial sem restrição de licença

Motion+ pessoal

Pagamento único Para quem entrega interface com frequência £ 299uma vez, com atualizações vitalícias
  • Mais de 430 exemplos prontos
  • Componentes premium, incluindo splitText e Cursor
  • Motion UI, com 30 seções de interface
  • Editor visual de transições e kit de IA

Fonte: motion.dev/plus, leitura de 28/08/2026. A licença business é anual por assento e não tem preço publicado na página.

A conta que decide a compra é simples e não tem nada de técnica: se o time gasta mais de um dia por trimestre reimplementando divisor de texto, carrossel ou contador animado, o pagamento único se paga na primeira entrega. Se a animação do produto é pontual, o núcleo gratuito resolve.

O peso no bundle é uma decisão de arquitetura

O Motion não tem um tamanho, tem uma faixa, e a diferença entre as pontas dessa faixa é grande o suficiente para virar critério de projeto. A documentação oficial de redução de bundle publica os números e eles variam por mais de dez vezes conforme a API escolhida.

Componente motion completo34 kb
useAnimate híbrido17 kb
m + LazyMotion no render inicial4,6 kb
useAnimate mini2,3 kb
Tamanhos publicados na documentação do Motion, medidos em bundles gerados por Rollup. O LazyMotion carrega os recursos depois, somando 15 kb com domAnimation ou 25 kb com domMax.

A leitura do gráfico é que o número que assusta, 34 kb, é o do caminho mais confortável de escrever. Trocar motion.div por m com LazyMotion derruba o custo do primeiro render para menos de 5 kb e empurra o resto para depois, ao preço de mais cerimônia no código. Em landing page que precisa passar em métrica de carregamento, essa troca costuma valer.

O site também afirma que as APIs do Motion são até 90% menores que a alternativa equivalente no GSAP. Vale registrar que essa é uma comparação publicada pelo próprio fornecedor, sem metodologia aberta, e não uma medição independente.

Um projeto independente tem um nome por trás

Esse é o risco real de adotar Motion, e ele não aparece em nenhuma comparação técnica: o projeto depende de uma pessoa. A retrospectiva de um ano de independência, publicada em 17 de novembro de 2025, é transparente sobre isso, e vale ler antes de padronizar a biblioteca em uma empresa.

Os números do texto contam a história de sustentabilidade. Patrocínio individual chegou a cerca de oito patrocinadores, algo perto de 100 euros por mês, valor que não sustenta ninguém. Os tiers corporativos, de 249, 999 e 2.499 euros, e principalmente o Motion+, lançado a 299 euros, é que viraram receita real. O autor descreve manter uma média de 35 horas por semana no projeto.

O contexto histórico ajuda a calibrar a leitura em vez de assustar. Projetos anteriores do mesmo autor tiveram teto baixo: o Popmotion chegou a cerca de 300 libras por mês e o Motion One a cerca de mil euros por mês, e foi por isso que ele aceitou o emprego integral na Framer seis anos antes. Dessa vez a receita fecha, e o produto pago é o que torna o núcleo gratuito viável. Quem adota Motion está apostando que esse arranjo continua funcionando.

Motion, GSAP ou Anime.js: onde cada uma ganha

A escolha entre as três é menos sobre capacidade de animar e mais sobre onde a animação vive no seu código: dentro do componente React ou fora dele, no DOM.

CritérioMotionGSAPAnime.js
Modelo mentalTimeline imperativaTimeline imperativa
Animação de layout automáticaPor pluginPor createLayout na v4.3
Transição de saídaManualManual
Licença do núcleoProprietária, uso gratuitoMIT
Produto pago associadoNão háNão há
Fora do ReactQualquer contextoQualquer contexto

Fontes: documentação oficial de cada projeto e arquivos de licença nos repositórios, leitura de 28/08/2026.

A linha que decide na prática é a primeira. Se a sua animação é consequência de uma mudança de estado, o Motion escreve isso em menos código do que qualquer alternativa imperativa. Se a animação é uma coreografia com tempo próprio, independente de estado, uma timeline imperativa é o modelo certo e as outras duas ganham.

Quando o Motion não é a escolha certa

Três cenários pedem outra coisa.

Site sem React, Vue ou build moderno. O Motion pressupõe módulos e um passo de empacotamento; em página servida direto, com script no HTML, uma biblioteca sem esse pressuposto é menos atrito.

Narrativa longa guiada por rolagem, com dezenas de elementos sincronizados em uma sequência única. Esse é o território onde as ferramentas de timeline maduras têm mais material de referência e mais casos resolvidos.

Projeto em que 34 kb é inviável e a equipe não vai adotar a disciplina de LazyMotion. Contar com a otimização que ninguém vai implementar é pior que escolher uma biblioteca menor desde o início.

Como decidir

  • A animação nasce de mudança de estado do componente? Se sim, Motion é o caminho mais curto.
  • Você precisa de transição de saída ou de animação de layout? Esses dois recursos vêm prontos e são caros de reimplementar.
  • Sua equipe reimplementa divisor de texto, carrossel ou contador com frequência? Aí o Motion+ vira conta de horas, não de licença.
  • O bundle inicial é métrica acompanhada no projeto? Se sim, decida entre motion e m com LazyMotion antes de escrever a primeira animação.

O erro mais comum não é escolher a biblioteca errada: é adotar o componente motion completo em toda a interface e descobrir o custo de bundle depois que já tem duzentos usos espalhados. A decisão entre as duas formas de importar precisa ser tomada no início.

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Fontes e método

A apuração deste artigo foi feita em 28 de agosto de 2026, em fonte primária. Versões, datas de publicação e licenças vêm do registro npm e do repositório motiondivision/motion. Preço, escopo do Motion+ e tamanhos de bundle vêm de motion.dev, motion.dev/plus e da documentação oficial de redução de bundle. O relato da separação e os números de sustentação do projeto vêm de dois textos assinados por Matt Perry no Motion Magazine, de 12 de novembro de 2024 e 17 de novembro de 2025. Downloads referem-se à semana de 18 a 24 de agosto de 2026.

Nenhum teste de performance foi executado pela X-Apps para este artigo. O Motion, o GSAP e o Anime.js são projetos externos, sem relação comercial com a X-Apps.

Perguntas frequentes

Sim. A biblioteca ficou independente da Framer em novembro de 2024 e passou a se chamar Motion, com site próprio em motion.dev e pacote npm chamado motion.

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