Como a metodologia Scrum é usada no desenvolvimento de aplicativos

Programação, desenvolvimento, design, conteúdo são apenas algumas das áreas pelas quais passa o desenvolvimento de um aplicativo. Quanto mais robusto for o projeto, mais pessoas são envolvidas em cada uma dessas etapas, para que a excelência do produto final seja garantida e este seja entregue, com sorte, dentro do prazo.

A metodologia Scrum, baseada em Sprints (ciclos de um projeto), veio para salvar a vida de times ágeis, organizar as etapas de desenvolvimento por áreas e entregar projetos dentro do tempo estimado para sua conclusão.

Através de alinhamentos diários – e reuniões ao final de cada Sprint – é possível acompanhar com clareza o escopo, progresso e possíveis gargalos de produção através de uma premissa básica: um time “B” só começa a trabalhar em uma tarefa quando o time “A” tiver concluído sua parte.

Com o aumento da capacidade de alinhamento entre as equipes, através dessas validações parciais, a entrega fica bem mais rápida. Segundo o próprio criador do método, Jeff Sutherland:

“Scrum é a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”.

Mas, para que a frase de Jeff espelhe o mundo real, é necessária a participação do agente mais importante do processo: o cliente que contrata o desenvolvimento do aplicativo.

Product Owner: o Protagonista

O Scrum trabalha com times ágeis, que são capazes de realizar entregas rápidas… desde que não haja dependência externa.

O cliente é, geralmente, quem mais barra a evolução do trabalho de seus próprios times. Ele tem que estar muito presente em cada etapa do processo para que ajude o escopo a ser entregue no prazo definido, e não o contrário.

Um exemplo prático é o cliente que contrata o time ágil mas “some” na hora de aprovar as etapas do processo. No Scrum, se uma etapa não é aprovada para ser entregue ao time sucessor, o desenvolvimento do produto simplesmente para.

E, com times ágeis parados, a previsibilidade do escopo cai por terra.

O product owner, então, pode ser considerado um dos protagonistas do projeto – e, como tal, tem que chamar a responsabilidade para si. Se não puder fazer parte das daily meetings, as reuniões diárias de alinhamento de cada time, pelo menos deve estar presente nas reuniões de Sprint, que é a passagem de bastão oficial entre um time e outro.

Vantagens e desvantagens da metodologia Scrum no desenvolvimento de aplicativos

A metodologia Scrum trabalha com escopo aberto, o que significa que modificações não previstas podem acontecer no decorrer do desenvolvimento do projeto.

Trabalhar com esse tipo de escopo tem suas vantagens e desvantagens, sendo que as desvantagens podem ser diminuídas gradativamente quanto mais os envolvidos se comprometam com suas entregas.

O principal benefício de adotar o método no desenvolvimento de um aplicativo está nas entregas espaçadas, onde o cliente recebe o produto “um pouco de cada vez” e pode, com isso, ter mais condição de (re)definir as próximas etapas.

Além de poder fazer alterações pontuais, sem esperar o projeto ficar todo pronto para perceber um erro cometido no início do processo, o feedback do cliente ao time vai ser feito com maior agilidade, evitando a confecção de um produto defasado – e possibilitando que alterações e melhorias sejam feitas on-going, ou seja, durante sua produção.

Por outro lado, a grande desvantagem diz muito sobre o que falamos anteriormente: o projeto em Scrum vai sempre depender da aprovação do cliente – e, se ele não aprovar, o progresso fica comprometido.

Pode acontecer, também, de alguma etapa perceber que precisa resolver uma  pendência através da contratação de outros times.

Esse é outro problema que envolveria a aprovação do cliente e, também, uma revisão de custos. Aí mora outra desvantagem do escopo aberto: fica mais difícil ter uma ideia holística do orçamento, já que as funcionalidades, os times, a cadeia de produção como um todo, podem mudar a qualquer momento.

Vale a pena?

Um aplicativo exige processos contínuos de desenvolvimento, uma vez que não acaba com a entrega do produto pronto: como depende de sistemas, melhorias contínuas e fluidez na usabilidade, o app vai ser um “organismo vivo” depois de começar a ser utilizado por outras pessoas.

Ele vai demandar cuidados, monitoramento e resposta rápida a problemas que possam surgir, com o próprio aplicativo ou através de produtos concorrentes.

Isso significa que, muito provavelmente, as pessoas envolvidas em sua confecção continuarão a acompanhá-lo por um bom tempo. E, aí, a metodologia utilizada para continuar gerenciando os times e suas etapas faz uma enorme diferença nas entregas e custos futuros.

Nem sempre o escopo aberto funciona, o que significa que nem sempre o Scrum vai funcionar para todos os aplicativos.

A empresa dona do produto precisa estar preparada para assumir a demanda de aprovações e revisões – e para criar times ágeis capazes de valorizar a entrega final.

Por isso, cada caso deve ser pensado de maneira personalizada, de preferência através da consultoria de especialistas em desenvolver aplicativos através de escopos abertos e fechados. Com essa ajuda externa fica bem mais fácil – e barato – entender a melhor forma de entregar ao mercado um bom aplicativo.

A X-Apps é uma empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos e oferece serviços tanto de escopo fechado quanto de escopo aberto, como o Scrum.

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